A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/08/2020
Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Contudo o conceito mostra-se ausente na conjuntura hodierna do Brasil, pois as mulheres tem sido um grupo de pessoas desprovidas dos direitos fornecidos pela Constituição Federal de 1988, devido sua exclusão nos ramos do trabalho. Nesse sentido, é nítido a presença de estereótipos, dificultando a inserção das mulheres nos setores de serviço, além de um incisivo desequilíbrio salarial.
Em primeira análise, é incontrovertível a presença de uma cultura intolerante no cenário atual, em que as mulheres são minimizadas, inferiorizadas e com reduzidas oportunidades para adentrar num determinado cargo em um setor de trabalho. Logo, conforme diz o IBGE, em 2018, apenas 45,3% das mulheres estão inclusas no mercado, índice inferior aos dos homens, 54,7%, dessa forma, é nítido o contexto discriminatório a qual as mulheres estão submetidas.
Ademais, a desigualdade salarial é um dos fatores que persiste na sociedade brasileira, pois segundo o Fórum Econômico Mundial, que analisa a igualdade salarial entre homens e mulheres em 153 países, demonstra que o Brasil ocupa a 130° posição. Assim, apesar de inúmeras conquistas femininas, a desigualdade de gênero reflete-se nos salários. Portanto, é preciso solucionar os fatos elencados. O Ministério da Mulher deve priorizar a inclusão desta minoria nos setores de serviço, mediante ações governamentais, a fim de assegurar os direitos inerentes ao indivíduo, para assim, proporcionar uma sociedade tolerante. Destarte, a câmara Legislativa poderia elaborar uma lei que garantisse similar compensação salarial, independente do gênero, por meio de intervenções políticas, com o intuito de abolir tal desiquilíbrio econômico, dessa maneira, desenvolver uma igualdade social. Em suma, a citação do pensador Platão se tornará um realidade palpável para o cenário nacional.