A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/08/2020
Apesar da Primeira Guerra Mundial ter dado início a maior participação feminina no mercado de trabalho, graças ao déficit de mão de obra masculina, a realidade feminina ainda está enraizada em antigas ideologias de gênero. Tais ideologias são constatadas principalmente pela diferença salarial entre homens e mulheres e pela composição desigual de algumas funções, no que diz respeito ao sexo dos funcionários.
Primordialmente, segundo pesquisa conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, apesar das mulheres contarem com uma maior taxa de realização de ensino superior, nota-se que sua remuneração é nitidamente inferior. Tal constatação revela que as mulheres recebem menos pelo desempenho da mesma função profissional e/ou exercem funções que são menos enaltecidas pela sociedade.
No que diz respeito a segunda afirmação, é relevante pontuar que, de acordo com o Censo Escolar de 2018 do Ministério da Educação, 80% do corpo docente da educação básica brasileira é composto por mulheres. Função geralmente atrelada à criação das crianças, a educação básica desempenhada majoritariamente por mulheres desvela que o mercado de trabalho ainda segue convicções patriarcais de mundo.
Portanto, urge que o Ministério do Trabalho, a fim de garantir o bom funcionamento da sociedade, promova uma maior igualdade no mercado de trabalho, através da criação de emendas constitucionais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essas emendas implementariam, por exemplo, cotas mais rígidas de gênero em funções desempenhadas majoritariamente por homens.