A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 30/08/2020

No século XIX, mulheres conhecidas como sufragistas passaram a reivindicar o direito ao voto feminino e ao estabelecimento da igualdade de gênero. Hodiernamente, a luta das mulheres em busca da paridade feminina, em relação aos homens, ainda é presente no mercado de trabalho brasileiro. Isso se dá pela existência de uma sociedade pautada no regime patriarcal e pela falta de políticas públicas que incentivem o acesso das mulheres no meio empregatício.

Em primeira análise, a filósofa Simone Beauvoir diz:" Não se nasce mulher, torna-se mulher." Com base nisso, é possível perceber, nas relações sociais cotidianas, que as mulheres são constantemente influenciadas a serem frutos do que o sistema patriarcado deseja que elas sejam. A exemplo disso, cabe citar o baixo percentual de mulheres ocupando cargos de trabalhos que não tenha relação com atividades domésticas, bem como cargos políticos. Dessa forma, faz-se presente a barreira imposta na trajetória feminina no que diz respeito ao seu espaço no mercado de trabalho. .

Em segunda análise, é possível discorrer sobre à falta de ações públicas que garantam empregos as mulheres. Com base em dados do Ministério da Economia, mulheres tendem a ganhar menos que os homens, mesmo exercendo as mesmas atividades. Sendo assim, é notório que o sexo feminino ainda sofre com questões relacionadas ao preconceito de gênero, uma vez que a igualdade entre homens e mulheres ainda não foi difundida no mercado de trabalho. Por conseguinte, essas  práticas evidenciam o quão recorrente é o preconceito sobre as mulheres.

Logo, faz-se necessário medidas para solucionar o impasse. Cabe ao poder Legislativo criar uma lei que obrigue as empresas a contratarem uma porcentagem relativa de mulheres na sua equipe, com o mesmo salário pago aos homens. Essa iniciativa deve ser realizada por meio dos profissionais de recursos humanos, a fim de garantir que não ocorra mais distinção de gênero no mercado de trabalho.