A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 11/09/2020

Brasil dos Homens

Disparidade salarial, preconceito, dupla jornada. Desafios enfrentados pelas mulheres que tentam uma vaga no mercado de trabalho no Brasil. Apesar da CLT - consolidação das Leis do Trabalho -, determinar a isonomia salarial, ou seja, um salário igual, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade para todo trabalho de igual valor prestado ao mesmo empregador, isto ainda não faz parte da realidade dos brasileiros. Fato que elucida a necessidade da promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Neste contexto, embora nos últimos anos tenham havido avanços como o alto nível de escolarização das trabalhadoras e o reconhecimento de direitos - licença-maternidade -, ainda há muito o que melhorar. Segundo o site brasileiro de classificados de empregos, Catho, 30% das mulheres possuem maior grau de escolaridade no nível superior e pós-graduação em relação aos homens e, ainda assim, ganham 48% menos exercendo a mesma função.

Além disso, há ainda a chamada dupla jornada de trabalho - divisão do tempo entre o trabalho assalariado e o doméstico -, enfrentado por milhares de brasileiras. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres trabalham, em média, 7,5 horas  a mais que os homens por semana.

Portanto, é necessário que o Ministério Público do Trabalho torne as multas por desrespeito à isonomia salarial mais pesadas, por meio da criação e implementação de Leis, garantindo um salário digno a todos os trabalhadores e promovendo a igualdade de gênero.