A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 19/09/2020
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Já confirma a constituição cidadã de 1988, e apesar dessa garantia e até mesmo dos avanços sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho brasileiro, ainda há desafios a serem vencidos como a disparidade salarial, dentre outros.
Em uma primeira análise, vale ressaltar as conquistas das trabalhadoras brasileiras, ao longo do século XX. Segundo o IBGE, a participação feminina em 1950 era de 14% enquanto que hoje, esse número representa 49,9% do mercado nacional. Isso mostra o notório crescimento da figura feminina no mercado brasileiro, devido a legislações trabalhistas mais igualitárias. Além disso, vale destacar outros direitos como a licença maternidade e a ocupação de cargos de chefia, tanto em empresas como no cenário político, a exemplo disso uma ex presidente mulher.
Embora parte desses avanços, a realidade atual ainda apresenta alguns obstáculos como a disparidade salarial, segundo o IBGE as trabalhadoras recebem em média 20,5% menos que os homens. Outra adversidade que as brasileiras enfrentam é a dupla jornada de trabalho, pois muitas vezes precisam tomar de conta do lar e do emprego, o que acarreta em um cansaço físico e emocional que consequentemente diminui o rendimento das mulheres no âmbito profissional.
Diante dessa situação, é importante que o Governo crie políticas afirmativas, por meio de cotas que insiram a mulher no patamar de chefia, que nos conselhos executivos de direção das empresas, sempre haja a presença da figura feminina. Vê-se essencial também, que o Ministério do Trabalho crie medidas mais punitivas referentes às empresas que remuneram em menores valores as mulheres. E por fim, é de suma importância que as ONGs e Escolas incentivem o protagonismo feminino, por meio de palestras e campanhas midiáticas que valorizem a mulher no mercado nacional, e que ao mesmo tempo estimulem o empreendedorismo e a liderança de mulheres nas empresas.