A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 21/09/2020

Com a Revolução Industrial, no século XIX, as mulheres passaram a trabalhar nas fábricas e começar a garantir sua independência, mas enfrentaram problemas no meio laboral em relação às desigualdades de gênero, como o recebimento de apenas metade do salário de um homem na mesma função. Entretanto, no século XXI, as mulheres brasileiras ainda enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, percebe-se a presença da antiga mentalidade e as disparidades de tratamentos ainda constantes na pátria brasileira.

Em primeira análise, essa problemática se deve ao antigo pensamento em relação à participação feminina em atividades laborais. Conforme o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar, que exerce sobre o indivíduo uma coerção exterior. A partir disso, observa-se que a mentalidade social do passado ainda está enraizada na sociedade brasileira e influencia certas atitudes, visto que as atividades domésticas são feitas majoritariamente por mulheres. Dessa maneira, a ideologia patriarcal se faz presente no cenário contemporâneo, o qual ainda coloca a mulher sob a influência do dever de cuidar do lar e dos filhos. Com isso, há uma intensificação da segregação dessa parcela em relação ao setor de empregos, pela falsa concepção de fragilidade e pela falta de competência para o trabalho coletivo.

Ademais, o preconceito entre as funções realizadas por homens e mulheres prejudica a posição delas no âmbito econômico e estimula a desigualdade por gênero. Relacionado a isso, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o rendimento mensal médio dos homens com ensino superior é 38% maior do que o das mulheres, fato que corrobora a disparidade de tratamento, mesmo que as atividades realizadas sejam as mesmas. Assim, essa realidade mostra que as relações laborais ainda são pautadas em condições biológicas e em limites impostos por ideologias machistas, as quais não levam em consideração, exclusivamente, a qualificação profissional.

Fica evidente, portanto, os desafios que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho. Logo, a mídia televisiva deve abordar temas relacionados às mudanças da participação feminina em diferente setores, por meio de novelas e série, a fim de que haja a crescente desconstrução do que é considerado papel da mulher no século XXI. Assim, como é necessário que os jovens levantem a pauta da desigualdade de gêneros no setor de empregos, por meio de discussões em grupos - tanto presenciais, como por meio da internet -, para que essa problemática seja exposta a quem não tem tal conhecimento e permitir mais abertura ao empoderamento feimino. Sendo assim, será possível que o fato social desse tema seja atualizado conforme o tempo, no Brasil.