A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 24/09/2020
Desde o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, os desafios enfrentados por mulheres no mercado de trabalho, aponta que os ideais, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela permanência do controle, por homens, dos altos cargos da sociedade e, também, pelo excesso de responsabilidade que ela possui. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que os direitos adquiridos pela mulher são ainda muito recentes, foi somente pós revolução industrial que elas passaram a trabalhar nos chãos das fábricas. Todavia, mesmo conseguindo vários direitos, a mulher enfrenta muitos desafios, uma vez que os altos cargos do governo e das empresas, são controlados por homens. Assim, em uma disputa para o cargo de gerência, o funcionário tem mais chances de conseguir a promoção quando comparado a uma funcionária, vista que o patrão, com um pensamento machista, leva em consideração que a mulher não estará tão disponível para o serviço, já que ela tem que cuidar do lar e dos filhos.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando a mulher enfrenta uma jornada dupla, na qual ela trabalha durante o dia e cuida da casa e das crianças à noite, enquanto o seu marido, ao chegar do serviço, não a ajuda nas tarefas domésticas. Isso acarreta em um acréscimo de 18,5 horas semanais dedicadas somente a cuidar da residência, de acordo com o jornal O Globo.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca dos problemas enfrentados pela mulher no mercado de trabalho, seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Diante disso, é imperativo que o Ministério do Trabalho, para incentivar as indústrias a valorizar o sexo feminino, conceda descontos no imposto de renda para empresas que deterem 40% dos seus cargos mais altos para mulheres qualificadas ao posto. Diante disso, com o passar do tempo, os empresários perderão essa visão de que uma pessoa não consegue “dar conta do serviço” só por ser uma mulher, além disso, essas meninas saberão que é possível conseguir o cargo almejado.