A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 01/10/2020

A socióloga Marxista brasileira, Heleieth Saffioti ressalta que o gênero está longe de ser um conceito neutro. Pelo contrário, ele “carrega uma dose apreciável de ideologia”. Infelizmente, esse fato não destoa da realidade há anos. A inserção das mulheres no mercado de trabalho sempre foi desvalorizado. Representadas como “sexo frágil”, o público feminino atuava em serviços domésticos e mais precários, sendo assim, mais exploradas do que os homens.

Podemos analisar que esse comportamento da sociedade em frente as mulheres possui raízes culturais, e permanece constante no cenário contemporâneo. Tendo em vista que o homem teria como principal responsabilidade o trabalho, enquanto as mulheres, era imposto cuidar do lar e o sua inserção no mercado de trabalho era visto como uma renda secundária.

De acordo com o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), as mulheres fazem parte de 43,3% do número de desempregados no Brasil. E os 56,7% restantes possuem salários e rendimentos médios menores. Contudo, pesquisas mostram que as mulheres dedicam mais tempo aos estudos do que os homens. E mesmo tendo concluído o ensino superior, precisariam estudar 4 anos há mais que o público masculino para possuírem igualdade salarial.

Desse modo, é excepcional a ação da mídia televisiva e de campanhas  sociais, com o intuito de quebrar essa ideologia do papel feminino na sociedade. Ademais, os professores podem, por meio de discussões em grupo na sala de aula, trazer o assunto à tona a fim de conscientizar os estudantes e levar o conhecimento adiante. Espera-se, com essas medidas, uma maior abertura a mulher brasileira no mercado de trabalho.