A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 05/10/2020

No contexto social vigente, o termo “Representatividade feminina” pode ser definido como à busca por uma sociedade mais igualitária para as mulheres em relação aos homens. Dessa forma, é evidente a catástrofe social resultante da profunda disparidade entre os sexos no cenário trabalhista, sendo que o filme “Terra fria”, que retrata a história de Aimes, uma mulher divorciada que enfrenta as dificuldades de um mercado de trabalho machista, demonstra o atual cenário do país. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por falha estatal, além de um pensamento tradicionalista do meio popular.

Em primeiro plano, deve-se analisar a negligência governamental como principal causador do problema. Desse modo, é exequível referir-se ao consenso mundial referente aos elevados índices de desconformidade salarial no país, pois segundo dados do jornal “O Globo”, as mulheres ganham cerca 79,5% do salário masculino, fator que demonstra uma escassez de medidas viáveis para solucionar a adversidade. Destarte, em virtude da regência não investir em melhorias constitucionais que garantam a igualdade trabalhista de forma geral, devido tanto ao profundo desinteresse no caso quanto a maior atenção destinada a outras áreas, como a saúde. Em decorrência disso, o meio feminino tende a permanecer em espaços de intensa desvalorização ética, o que acaba por agravar o caso.

Paralelo a isso, é essencial aludir sobre a antiquada forma de pensar da sociedade como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é factível remeter a construção histórica do patriarcado, em que as mulheres eram vistas como “corpo frágil”, sendo impedidas de obter qualquer realização técnica. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de convicção da maioria do meio social, o que faz com que estes permaneçam a fortalecer tal visão tradicional, gerando um aumento das desigualdades sociais entre os meios feminino e masculino. Em consequência, o ponto eleva-se.

Entende-se, portanto, que a continuidade da questão dos desafios das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é fruto de uma falha estatal e de um pensamento tradicionalista da entidade social. Diante disso, o Poder Legislativo e Judiciário, responsáveis por criar e julgar as leis respectivamente, devem criar projetos de lei (PL) que garantam as conformidades sociotrabalhistas entre os sexos, por meio do aumento das penalidades voltadas para empresas, principalmente de médio e grande porte, que não garantam tal convergência, tomando como base medidas adotadas em outros países, com o objetivo de assegurar a igualdade entre o campo masculino e feminino. Ademais, as instituições de ensino, incumbidas de disseminar o saber, precisam promover palestras sobre a importância das mulheres no cenário empresarial do Brasil, exemplificando com uso de situações do cotidiano, mediante explicações feitas por profissionais capacitados, com a finalidade de acabar com o desmazelo.