A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 09/10/2020
Com o advento da Revolução Industrial, a mulher foi pela primeira vez inserida no mercado de trabalho. Entretanto, mesmo representando um avanço para a sociedade, a sua inserção apresenta, ainda hoje, problemas derivados de uma sociedade machista, como: pouca representativade em cargos importantes e salários desiguais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de melhorar a condição social.
Em primeiro lugar, nota-se que o pensamento do filósofo Jean-Jacques Rousseau faz-se presente. Segundo ele: “O homem é produto do meio”. Dessa forma, o molde familiar tradicional, no qual prioriza o homem como líder, influecia diretamente no mercado de trabalho. Assim, cargos relevantes, direcionados à liderança, possuem menos representatividade feminina. Como exemplo, cita-se a relação da mulher na política, a qual após 120 anos de Proclamação da República teve sua primeira presidente.
Por conseguinte, é notório a discrepância salarial entre homens e mulheres e sua consequente banalidade. Como dito pela socióloga Hannah Arendt, quando algo é considerado “normal” e “rotineiro”, entra na questão da banalidade, ou seja, o que é errado, torna-se comum. Desse modo, por estar presente desde a inserção da mulher no mercado de trabalho, seu salário continua reduzido quando comparado ao de um homem, mesmo exercendo funções iguais.
Portanto, são evidentes os problemas da mulher no mercado de trabalho. Sendo assim, concerne a mídia brasileira, elaborar planos de ações, dos quais atinjam a população inteira, com intuíto de reeduca-la. Esses planos devem ser feitos a partir da abordagem de temas direcionados a participação das mulheres em diferentes setores, por meio da retratação em novelas, séries e comerciais. Logo, progressivamente haverá uma desconstrução da imagem feminina como sexo fraco e indisposto de ocupar cargos importantes. Com essas implementações, tal problema passará a ser uma mazela passada na história brasileira.