A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/10/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à equidade e ao bem-estar social. Entretanto, décadas após a conquista do sufrágio feminino, ainda é possível identificar mulheres que encontram resistência no setor do mercado de trabalho. Hodiernamente, a falta de garantia eficiente impossibilita que essa parcela da população desfrute esse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente .Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido na atual organização social que tem suas bases centradas no patriarcado e na divisão de classes, que dificultam a inserção da classe feminina nos postos de trabalho. Um censo realizado pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) consta que 43% dos postos de emprego são ocupados por mulheres, um grande avanço comparado ao censo realizado em 1950, que revelava um número próximo a 14%.
Faz-se Mister, ainda, salientar a má gestão governamental como impulsionadora do problema. De acordo com Zygmunt Bauman , sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações econômicas, sociais e políticas são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, na pós-modernidade é fulcral analisar que o Estado brasileiro por muito tempo deixou a inserção feminina no mercado de trabalho de lado e com isso veio os altos índices de desigualdade de gênero. No entanto em países como a França que desde o século XVIII instituíram declarações como a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã que minimizavam as desigualdades de gênero, é perceptível que na atualidade os índices desses países são abaixo da média global.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que vissem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito. Logo o Estado por meio do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em conjunto com a iniciativa privada deve instituir um fundo de investimento a microempresas de lideranças femininas e inserções femininas no mercado de trabalho, promovendo a construção de uma sociedade mais ampla. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar os índices de exclusão feminina nos postos de trabalho. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado , pois, conforme Gabriel o pensador , " Na mudança do presente a gente molda o futuro “.