A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/10/2020
O preconceito em relação ao valor das mulheres está enraizado desde os primórdios da formação da sociedade, como na democracia ateniense, na qual a participação da mulher na política, entre outras atividades, era quase nula, porque as mesmas eram criadas para servir apenas o mundo doméstico. Trazendo essa dinâmica para a sociedade brasileira, percebe-se a rejeição da mulher, principalmente no mercado de trabalho, devido a um estereótipo de que lugar de mulher é só na cozinha ou limpando a casa, e também a dificuldade em conciliar as atividades domésticas com o emprego.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que as mulheres veem conquistando cada vez mais espaço no mercado trabalhista. Mesmo assim, ainda existem muitas corporações que preferem o homem ao invés da mulher para exercer o ofício em suas empresas por motivos puramente preconceituosos. Deste modo, demonstra-se um certo machismo no mercado de trabalho, que deve ser repreendido e combatido tanto pelas próprias mulheres quanto pela população também.
Ademais, é importante destacar os obstáculos que mesmas enfrentam em equilibrar o trabalho com as atividades domésticas e maternais. De acordo com uma pesquisa recente da BBC News, milhares de mães perderam seus respectivos empregos durante a atual pandemia, porque possuem filhos para cuidar e não davam conta dos deverem com suas ocupações, e as empresas, simplesmente ’ não podiam fazer nada ‘, a não ser demiti-las. Nesse sentido, evidencia-se o privilégio dos homens, que não sofrem com esses desafios e as sobrecarga, que obriga a mulher a cuidar de seu lar e trabalhar ao mesmo tempo.
Conclui-se, portanto, que existem problemas sociais graves que interferem e influenciam na presença da mulher no mercado de trabalho. Por consequência, cabe ao Ministério do Trabalho em colaboração com o governo federal, criar campanhas públicas de inclusão, objetivando atingir o maior número de pessoas para conscientizá-las a respeito do importante papel da mulher e mães que trabalham na sociedade, e também sobre as dificuldades que as mesmas passam todos os dias em um ambiente na qual são menosprezadas apenas pelo seu gênero por serem fracas. A partir de tais medidas, espera-se que o mercado de trabalho se torne menos versátil para as mulheres brasileiras.