A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/10/2020
A desigualdade de gênero são os desafios que as mulheres enfrentam para obter os mesmos direitos que homens, visto que a cultura machista advém dos primórdios da evolução humana em que a mulher foi ensinada desde nova a ter deferência ao homem. Sendo assim, os pensadores e figuras masculinas importantes, diziam que o homem é o Eu do conhecimento e a mulher o Outro, no qual o Eu era ativo e consciente e o Outro é tudo aquilo que o Eu rejeita: passivo, sem voz e sem poder. Nesse viés, a cultura machista presente no mercado de trabalho e a falásia que homens seriam supostamente mais dotados de inteligência que as mulheres corroboram para essa vertente no corpo social brasileiro.
A cultura do machismo é a diminuição da figura feminina por ter desempenhado predominantemente funções domésticas no passado, desde então são consideradas como “sexo frágil”, uma vez que é refletido, hoje, por meio de ações que vão de piadas ao assédio. A saber, pode-se mencionar a diminuição salarial, que é a mulher receber um salário discrepante em relação ao homem desempenhando as mesmas funções, consequência direta da sociedade que se desenvolveu em um sistema patriarcal. Nesse sentido, evidencia-se a dificuldade que o sexo femino enfrenta ao ser inserido no mercado de trabalho, tais como: segmentos trabalhistas que ainda são dominados por homens, o assédio, trabalhar mais para se ter o mesmo benefício etc.
Cabe ainda resaltar, pela dominância do sexo masculino predominantemente nos melhores segmentos trabalhistas, criou-se uma especulação de homens são mais dotados de inteligência que as mulheres, entretanto isso se dá pelas melhores oportunidades de estudo e emprego para eles. Consoante ao pensamento da filósofa Mary Wollstonecraft, “a mente não tem gênero”, ela afirmava que se homens e mulheres possuíssem as mesmas oportunidades de estudo, elas emulariam as mesmas virtudes e conquistas do homem. Nessa perspectiva, evidencia-se que Wollstonecraft igualou a capacidade de homens e mulheres, já que naquela época pensadores justificavam a desigualdade de genêro por meio das características física, pensamento desconstruído com a ajuda de Jonh Locke.
Dado o exposto, o mercado de trabalho ainda desfavorece a mulher. O Governo, por intermédio do Ministério da Segurança e o da Economia, deve implementar leis rigorosas aos locais que praticam a diminuição salarial, com profissionais aptos, a fim de acabar com essa mazela e tornar o país mais igualitário. Ademais, o Ministério da Cultura, deve criar campanhas públicas em escolas e universidades, com profissionais aptos, objetivando desconstruir essa ideia machista e patriarcal que possa prejudicar crianças e adolescentes. Assim, o Brasil se desenvolverá com o lema proposto por August Comte como “Ordem e Progresso” e será uma realidade no âmbito brasileiro.