A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 22/11/2020

Foi a partir da década de 50 e a chegada da Revolução Industrial que ingressou a mulher brasileira no mercado de trabalho. Então, ela passou a abandonar sua função limitada em cuidados somente com a casa, marido e filhos e, com uma ótica feminista, luta por maior reconhecimento e combate mitos como falta de rendimento e disponibilidade e, consequentemente, desigualdades como a salarial.

No ano de 1887, o país teve a primeira mulher graduada em medicina na Bahia e com isso, as universidades passaram por mudanças em suas estruturas devido ao fato de não contarem com banheiros femininos. Juntamente a esse progresso, houve também um aumento significativo na diferença salarial, sendo que mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens por terem de lidar com serviços domésticos, resultado de anos de uma sociedade patriarcal e machista. Essa discrepância se torna ainda maior na região Nordeste, provando que o Brasil não se iguala à Islândia, país que está no topo no quesito igualdade no trabalho.

Paralelo à isso, têm-se as gestantes, que lutam em dobro, por este ser um dos principais motivos para que mulheres não ocupem cargos de gerência. E é por essa razão que, cada vez mais, exemplos de incentivo ao empreendedorismo surgem na mídia: blogueiras abrindo sua própria linha de maquiagens como Bianca Andrade, Nina Secrets, Mari Maria e muitas outras. Ou então, a jogadora de futebol Marta, a chefe de cozinha Paola Carosella e a cantora Anitta, citadas pela Forbes, revista originalmente estadunidense que trata de negócios e economia, como grandes influenciadoras para tal movimento.

Sendo assim, é essencial que o Estado estimule o potencial intelectual feminino por meio de campanhas e investimentos nos estudos a fim de alavancar a economia e reduzir a taxa de desigualdade, como postula a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o bloco G20, no qual o Brasil está incluso. Só assim será visível uma sociedade justa e igualitária.