A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 27/10/2020

A obra cinematográfica “On the basis of sex” é uma biografia que acompanha a história de Ruth Ginsburg, uma mulher que sofreu com o machismo dentro do direito durante toda a sua carreira, mas mesmo com o patriarcado existente nos EUA conseguiu se tornar juíza da Suprema Corte. Analogamente, percebe-se que a realidade brasileira não se difere da retratada na história de vida de Ruth, haja vista que a cultura do machismo ainda é muito presente no país, principalmente, no mercado de trabalho brasileiro. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado em relação ao desamparo as questões de desigualdade de gênero existentes no Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar que o Estado brasileiro se mostra omisso ao não oferecer apoio a população feminina na luta contra as desigualdades de gênero, como: o preconceito dentro do mercado de trabalho e a diferença salarial entre homens e mulheres. Com isso, fere o inciso I do artigo 5º da Constituição Federal de 1988, o qual declara que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Como exemplo do machismo estruturado, pode ser colocado em discussão o concurso do CBMMG, onde de cinquenta vagas apenas três são direcionadas a mulheres. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior apoio por parte dos governantes para que a população feminina da nação esteja mais segura quanto a ter uma carreira promissora no mercado de trabalho atual.

Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, buscam pela maior igualdade de gênero de suas populações. A fim de se exemplificar, pode-se citar a Finlândia, país nórdico que investe na inclusão de mulheres em cargos públicos, como a sua primeira-ministra Sanna Marin, tendo como objetivo a isonomia do parlamento. Assim, percebe-se que o escassez de políticas públicas de inclusão - apenas 30% dos altos cargos de empresas são ocupados por mulheres, segundo a BBC News -  e a falta de compreensão da população, especialmente a masculina, sobre o machismo dentro das empresas, faz com que o Brasil continue fadado a ser um país patriarcal e sem inserção feminina.

Portanto, infere-se a indispensabilidade de se resolver os impasses da mulher brasileira no mercado de trabalho. Para tanto, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos das mulheres e igualdade de gênero - deve, juntar-se aos Ministérios da Educação e da Economia, por meio de sanções, e extinguir as vagas de emprego por gênero, além de promover em escolas aulas sobre igualdade de gênero para ampliar o senso crítico das crianças e jovens sobre o assunto, se espelhando na Finlândia. Dessa forma, tendo como finalidade que as mulheres brasileiras tenham um futuro melhor em suas carreiras. Logo, colocando em evidência que mulheres como Ruth Ginsburg não lutaram pelos seus direitos em vão.