A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/12/2020

A história demonstrou uma conturbada relação entre o papel da mulher e o mercado de trabalho, essa conjuntura se expandiu no período da Segunda Grande Guerra, no qual, pela falta de mão-de-obra masculina, as mulheres adentraram às fábricas. No entanto, por mais que o espaço das trabalhadoras esteja maior com o passar do tempo, a figura feminina sempre foi desvalorizada e ainda é. Nesse sentido, é notório que houve um avanço na colocação da mulher no mercado de trabalho brasileiro, entretanto, é inegável que ainda há muito a ser feito para amenizar a desigualdade de gênero no país.

Antes de tudo, vale salientar que o contexto atual é bem favorável quando comparado às décadas anteriores. Esses aspectos são demonstrados pelo documentário “Feministas: O Que Elas Estavam Pensando“. No filme, as ondas do feminismo são representadas e mostram o quanto eventos relacionados às lutas das mulheres tem surtido efeito, o que faz com que elas consigam se consolidar profissionalmente e construir carreiras. Contudo, essa caminhada tem sido a passos curtos, exemplo disso, foi a eleição da primeira presidente brasileira, Dilma Rousseff, somente em 2013. Desse modo, é possível reconhecer as dificuldades de inserção da mulher no mercado de trabalho, principalmente, em cargos hierarquicamente superiores, assim como os políticos.

Ademais, outras questões culminam na desvalorização da mulher enquanto trabalhadora. Dentro disso, destaca-se a grande diferença salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo. Esse panorama foi abordado em uma entrevista com a jogadora Marta, destaque do futebol feminino, ao jornal “O Globo”. Na matéria, a atleta relata a insatisfação quanto à misoginia e as desigualdades presentes entre os atletas do sexo masculino e do feminino. Ainda no mesmo texto, o veículo revela que Marta ganha, em média, menos de 1% do salário de Neymar, também jogador profissional. Essa situação revela os efeitos do machismo e o quanto isso impacta na renda das mulheres que trabalham.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Dessa maneira, cabem às instituições públicas e privadas de ensino, como órgãos responsáveis em auxiliar no processo educacional do indivíduo, ofertarem conhecimento que desconstruam a sociedade misógina brasileira. Isso poderá se dar por meio da inclusão de palestras e eventos como feiras de profissões que exaltem a figura feminina no mercado de trabalho aos estudantes, com o objetivo de fortalecer o espaço e expandir o feminismo. Dessa forma, será possível conscientizar, sobretudo os jovens, sobre o quanto é importante desfazer a desigualdade de gêneros e incentivar que as mulheres busquem sempre o seu lugar enquanto cidadã. Assim, em longo prazo, será possível consolidar uma cultura menos machista, mais igualitária e que valoriza a mulher brasileira em sua plenitude.