A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 07/12/2020
A mulher e o mercado de trabalho
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o papel da mulher no mercado de trabalho apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da desigualdade salarial, quanto do assédio sofrido nesse ambiente, entre outras coisas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fundamental pontuar que a diferença salarial é um problema bem machista, e que não ocorre apenas no Brasil, e sim no mundo todo. Segundo uma pesquisa do IBGE (Instituito Brasileiro de Geografia e Estatística), as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% a menos que os homens no país. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é contundente ressaltar que o abuso que elas sofrem no trabalho. De acordo com o OIT (Organização Internacional do Trabalho), 52% das mulheres já sofreram essa situação. Mas, poucas moças denunciam por medo de serem demitidas ou desacreditadas. Já dizia a filósofa e jornalista, Djamila Ribeiro, “a gente luta por uma sociedade em que as mulheres possam ser consideras pessoas”.
Assim, medidas possíveis são necessárias para conter o avanço dessa problématica na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuto de melhorar essa situção, precisa-se que o poder público crie alguma medida que fiscalizem a desigualdade de salários entre os gêneros, nas empresas, e atribuir multa àqueles que não cumprirem com os anseios da Constituição. Desse modo, mais meninas possam se sentir felizes e tranquilas para irem ao trabalho.