A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/12/2020

No filme “Revolução em Dagenham”, Rita O’Grady trabalha para a Companhia Ford Motors, em Dagenham, Reino Unido. Cansada do tratamento que as mulheres recebem na empresa, Rita, junto com as demais trabalhadoras luta pela igualdade salarial. Fora da ficção, a mulher batalhar para conquistar seu espaço no mercado de trabalho continua sendo uma realidade na sociedade brasileira. Nesse contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: o fator histórico-social e a ineficiência das leis.

Historicamente, a mulher obteve uma vida limitada ao âmbito familiar, além de possuir liberdade restrita e ser tratada como cidadã inferior. Na sequência, com o advento da duas grandes guerras, e com a Revolução Industrial, houve introdução feminina no mercado de trabalho, onde as mesmas lutaram pelos seus direitos e pela igualdade de gênero. Todavia, ainda há um preconceito pelo fato dos homens se considerarem superiores às mulheres, no qual acham que elas não são eficientes para determinado cargo. Devido esses fatores, o país ainda não conseguiu se desagregar da herança de visões patriarcais.

Similar a isso, escritora Mary wollstonecraft enunciou: “Deixe a mulher compartilhar dos direitos e ela emulará as virtudes do homem.” Nesse ínterim, a Carta Magna de 1998, garante a todos os cidadãos que ocupam o mesmo cargo e exercem a mesma função, um equilíbrio salarial. Entretanto, constata-se que o direito à igualdade assegurado pela Constituição, não é implantado de fato. Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2019, mostra que as mulheres ganham menos de 22% que os homens. Portanto, é notório a existência de diferença salarial entre o sexo feminino e o sexo masculino, sendo que o emolumento do primeiro são inferiores apesar de possuírem as mesmas qualificações.

Por todos esses aspectos, medidas fazem-se necessárias para solucionar essas adversidades. É dever do Governo, por intermédio do Poder Legislativo, promover políticas eficazes que deem suporte às mulheres, através de campanhas que viabilizam o debate acerca dos direitos femininos, além de intensificar leis que fiscalizem a desigualdade salarial entre os gêneros nas empresas e atribuir uma multa àqueles que não cumprirem com as exigências da Constituição, com a finalidade de assegurar um salário proporcional e justo à função exercida. Ademais, é preciso utilizar a mídia, como meio de comunicação e elemento persuasivo para promover maiores informações acerca de movimentos feministas e a importância deste para alcançar uma sociedade mais igualitária.