A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 17/12/2020
A partir do século XIX as mulheres passaram a se incorporar no mercado de trabalho, a revolução industrial foi pioneira nesse processo com a mão-de-obra feminina que passou a ser imperioso dentro das fábricas para a operação de máquinas. A ONU (Organização das Nações Unidas) também garantiu o direito a igualdade de gênero em 1948. De maneira análoga, pode-se analisar nos dias atuais que a parcela de atuação feminina não é totalmente integrada e as oportunidades seguem um padrão de privilégio masculino e desigual que, por sua vez, é um dos fatores primaciais da construção desse cenário intrinsecamente ligado a aspectos machistas e estruturalmente econômicos.
Em primeiro plano, evidenciam-se as consequências que se enraizaram da inferiorização das mulheres em relação aos homens e o seu ideal ultrapassado de satisfação ao patriarcado. Assim, surge a diferença salarial, onde as mesmas recebem em média 71% dos salários dos homens, segundo o balanço anual da Gazeta Mercantil. Nesse sentido, fica claro que a iniquidade de gênero continua sendo o gerador dos principais obstáculos para um futuro de maior atuação feminina.
Outrossim, é indispensável pontuar a dupla jornada de muitas mulheres brasileiras que trabalham fora de seu lar e além de desempenhar um período de trabalho diário, devem ao chegar em sua moradia realizar tarefas domésticas e o cuidado dos filhos e familiares, que consequentemente não dão retorno econômico nem um desenvolvimento de direitos e prestígios. Em vista disso, ocorre a rejeição e desvalorização do seu trabalho, além dos riscos de assédio e o medo constante em um ambiente predominantemente masculino. Todos esses fatos acarretam na diminuição de oportunidades sociais dessa minoria.
É necessário, portanto, que o governo aliado com o Ministério da Mulher, execute uma política de erradicação de condutas discriminatórias e coloque em prática o princípio de igualdade de gênero nas empresas e ambientes de trabalho, por melo de campanhas de denúncia nas mídias digitais. Além disso, realizar a adoção de politicas públicas que garantam a participação das mulheres no mercado de trabalho e a construção de novas creches, com o propósito de estabelecer condições mais favoráveis à maternidade e moldar um pensamento mais igualitário nos âmbitos corporativos. Só assim, essa manipulação iminente será extinta não só na teoria.