A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 07/01/2021
Foi durante a I Revolução Industrial que as mulheres adentraram ao mercado de trabalho, de maneira exploratória e sem qualquer direito trabalhista, o que propiciava salários que não condiziam com as elevadas horas de serviço. Séculos depois, apesar de a presença feminina ser notória no setor empregatício, o sexo masculino permanece em predomínio. Nesse sentido, pode-se afirmar que isso ocorre devido à falta de acesso a educação e a demasiada diferença salarial entre os sexos.
Mormente, é fulcral pontuar que a educação é de extrema importância, mas, ainda é um fator desigual no país, e isso impede muitas mulheres de entrarem no mercado de trabalho. Consoante a Constituição Federal de 1988:“todo cidadão possui direitos sociais à educação e ao trabalho”. No entanto, na prática, apesar de o Brasil ocupar a nona posição na economia mundial, a desigualdade social- herança do período colonial- impede inúmeras pessoas de possuir pleno acesso a educação e consequentemente a um emprego digno. Assim, é preciso criar medidas que modifiquem esse cenário, de forma que priorize o acesso dessas jovens e oportunize um futuro promissor a elas.
Outrossim, é indispensável lembrar que, apesar da presença feminina ter crescido com notoriedade nesse setor, a discrepância salarial entre gêneros ainda não foi superado. Isso, porque, a misoginia e a superioridade masculina fazem parte da configuração da sociedade brasileira. De acordo com o site “G1”, pesquisas mostram que as mulheres- diretoras e gerentes, por exemplo- ganham 23% a menos que os homens. Dados como o supracitado é reflexo do estigma social criado sobre as trabalhadoras, os quais buscam justificar os baixos salários pela dupla jornada de trabalho- casa e emprego- e pelo “risco” de gerações durante o período contratual, o que afastaria ou “impediria” essas mulheres de exercer suas funções com excelência.
Depreende-se, portanto, a necessidade de soluções para sanar a problemática. Em princípio, é essencial que o Ministério da Educação crie um plano para a alfabetização e ingresso em cursos profissionalizantes, por meio de verbas do Tribunal de Contas da União, com o intuito de qualificar a mão de obra dessas mulheres, e ofertando-as independência financeira. Ademais, é fundamental que o governo federal invista na igualdade salarial entre os gêneros, por intermédio de um projeto de lei- votado e aprovado na Câmara dos Deputados- para legitimar essa precisão e colocar os órgãos públicos e privados como cumpridores dessa lei, objetivando não só salários condizentes as brasileiras, mas influenciando-as a participar do mercado de trabalho.