A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 04/01/2021
A médica Rita Lobato Velho Lopes, foi a primeira mulher brasileira a frequentar um curso superior, onde a maior parte dos alunos eram homens. Nota-se que hoje, derivados de uma lógica machista, ainda há entraves para que mulheres possam ter acesso ao mercado de trabalho, roblema que é agravado pelas desigualdades educacionais e pela negligência governamental.
Em primeira análise, cabe pontuar que desde a Grécia Antiga, enquanto os homens eram provedores da casa, as mulheres eram destinadas ao trabalho domésticoe ao cuidado dos filhos. Dessa forma, os reflexos históricos de educação restrita aos homens, dificultou a entrada das mulheres no mercado de trabalho, e quando conseguem uma vaga ainda recebem menos que os homens e sentem dificuldades para alcançar cargos de chefia e são vítimas de assédio sexual.
Segundo o Ministério do Trabalho, houve um acréscimo de 3,2% no número de mulheres no âmbito trabalhista entre 2007 e 2016, o que é inadmissível, uma vez que em quase dez anos apenas uma pequena parcelada população feminina tem trabalho formal. Outrossim, o Governo tem mostrado-se ineficienteao investir pouco em educação e cursos técnicos que poderiam ajudar as mulheres a conquistarem vagas de emprego.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação promova palestras nas escolas para demonstrar que homens e mulheres possuem as mesmas capacidades e consequentemente os dois podem trabalhar fora de casa. Ademais, o Estado deve estabelecer parcerias com as instituições de ensino a fim de proporcionar cursos profissionalizantes às mulheres, para que haja entrada efetiva dessas no mercado de trabalho.