A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/08/2021
Em decorrência dos avanços e do crescimento da industrialização no Brasil, somada com a urbanização, a mulher foi inserida no mercado de trabalho. Antes disso, não havia presença feminina nos postos laborais, pois elas eram destinadas à maternidade e aos ofícios domésticos. Com a inclusão feminina em outras tarefas, diversos foram os desafios a serem enfrentados, tais como os preconceitos oriundos de uma cultura patriarcal vigente e a falta de equidade salarial.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que grande parte dos obstáculos que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho têm origem na cultura patriarcal brasileira. Nessa visão, segundo o site Brasil Escola, o homem ainda possui, para muitos, a figura de provedor e detentor do poder sobre as mulheres e as crianças. Com isso, infelizmente a figura feminina é representada pela passividade e seu destino é traçado pela biologia, na medida em que ela nasce com um certo inatismo para a procriação e para os cuidados domésticos. Essa ideia determinista, que se perpetua desde o período colonial, criou qualguns obstáculos na inserção da mulher nos cargos laborais.
Nessa perspectiva, a presença feminina nas atividades remuneradas ainda enfrenta desafios a serem superados. Essas adversidades apontam, em alguns casos, para a falta de equidade salarial e para o assédio sexual. Em vista disso, o jornal O Globo publicou uma pesquisa que ressaltava os elevados casos em que mulheres eram assediadas em seus ambientes de trabalho, além de indicar que homens ganhavam mais que as mulheres nos cargos de chefia. Portanto, a lógica patriarcal gera consequências negativas, exigindo soluções para enfrentar tais problemas.
Não restam dúvidas, dessa maneira, elaborar medidas para combater preconceitos oriundos da estrutura patriarcal. Para tanto, é imprescindível que o Ministério da Educação crie projetos para as escolas com o objetivo de promover a reflexão crítica e combater preconceitos sobre o gênero feminino. Esse trabalho pode ser realizado por meio de debates amistosos e palestras em sala de aula, com a ajuda de cientistas sociais e antropólos que refletem sobre o tema. Destarte, ao menos será possível enfrentar os desafios da presença feminina em seus postos de trabalho.