A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 06/02/2021
É notório o preconceito enraizado na sociedade de que as mulheres não são capazes de atuar com excelência em seu trabalho, sendo denominadas inferiores aos homens. Com a inserção das mulheres no mercado de trabalho após a revolução industrial, elas foram exploradas por ser uma mão de obra mais barata que a do homem. Na série “coisa mais linda”, podemos ver o cenário brasileiro na década de 50, em que a personagem Maria Luíza enfrenta as dificuldades de abrir seu próprio negócio, após ser abandonada pelo seu marido, nas quais luta contra o machismo e todas as dificuldades para conseguir ter seu próprio sucesso.
Pode-se observar que o trabalho feminino é considerado secundário, visto a sua jornada dupla de serviço doméstico e os cuidados maternais, sendo taxadas como incapaz. Heleieth Saffioti, socióloga brasileira, estudou as mulheres na sociedade de classes na década de 60, na qual afirmou que são mais exploradas que os homens, sendo denominadas “mão de obra barata”, podendo concluir que o cenário capitalista tem cor e gênero.
Dessa forma, as mulheres são subvalorizadas mesmo sendo em maior número na área acadêmica do que os homens. Tendo as diferença salariais, definindo que a mulher interrompera sua carreira caso engravide, sendo denominadas “complicadas demais”. Cansadas da falta de autonomia e reconhecimento em seu trabalho, as mulheres representam 46% da abertura de negócios próprios. Uma escritora e feminista nigeriana, Chimamanda Ngozi, disse que a pessoa mais qualificada para liderar, vai além da força física, é aquela que é mais inovadora, criativa, culta e inteligente, e não exitem hormônios para definir esses atributos.
Em virtude dos fatos, devemos desmistificar a ideologia de que a mulher brasileira é inferior ao homem, garantindo os seus direitos trabalhistas, além da mudança das culturas das organizações para enxergar a capacidade da mulher em exercer seu trabalho com maestria tanto quanto os homens, reconhecendo seu talento por igual. Garantindo a melhora das condições do trabalho feminino é possível aprimorar a economia brasileira, amplificando a renda per capita, garantindo um futuro melhor a todos os indivíduos. Marie Curie cientista polonesa, pioneira no ramo da radioatividade, disse “O caminho do progresso não é rápido nem fácil”, mas não impossível.