A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 26/02/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que ocupações profissionais entre as mulheres brasileiras apresentam barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto tanto da adversidade laboral, quanto da intolerância institucional. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a omissão da mulher no mercado de trabalho deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atenção das autoridades, a dispariedade de situações como a desigualdade salarial, o assédio no ambiente de trabalho, além da dificuldade de ocupar cargos de liderança, se torna dificuldades atuais, na qual se prevalece desda introdução da mulher no mercado de trabalho.

Ademais, é imperativo ressaltar que o patriarcalismo empresarial promove o problema. Partindo desse pressuposto, empresas tradicionais estabelecem uma estrutura de atendimento e de desenvolvimento de trabalho mais engessado e metódico. Logo, esses comportamentos, determina uma permanência arcaica de trabalho. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que intrinsecamente o modo patriarcal contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar os problemas das mulheres no mercado de trabalho, necessita-se, urgentemente, que o Congresso Nacional com o suporte do Poder Judiciário, molde leis que assegure totalmente a integridade feminina, protegendo tipificamente abusos laborais, na qual desigualam qualquer ato de equidade entre mulheres e homens. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho, promover propagandas nas cidades e nos meios mediáticos, esclarecendo qualquer dúvida que culmina a sociedade. E assim, quem sabe um dia, a coletividade alcançara a Utopia de More.