A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 10/03/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Federal, estabelece plena igualdade entre homens e mulheres. Em contexto atual, a luta feminina em busca de seus direitos é árdua e contínua, visto que a mulher brasileira é diariamente desvalorizada no mercado de trabalho. Esse cenário preocupante, é resultado inegável de causas políticas e sociais que negligenciam esse tema. Assim, entre os fatores que aprofundam essa problemática, destaca-se o patriarcado juntamente a ausência governamental.

Primeiramente, vale ressaltar que a sociedade patriarcal é um desafio iminente na luta feminina por igualdade de gênero, dado que é um sistema social em que os homens mantêm o poder e predominam em funções de liderança, mantendo a autoridade sobre as mulheres e crianças. Isso ocorre porque na antiguidade havia a exaltação da figura masculina, na qual se estende aos dias atuais. Essa ideia, no entanto, contraria o socialista francês Charles Fourier defensor de que “a ampliação dos direitos das mulheres, é o princípio básico de todo progresso social. ” Com efeito, a falta de ações sobre o tema, dificulta a reversibilidade do cenário.

Outrossim, a ausência governamental é mais uma dificuldade a ser rompida, visto que o Estado não intervém e promove incentivo para que mais mulheres alcancem as almejadas promoções profissionais, rompendo com o fim da discriminação da figura feminina no mercado laboral brasileiro. Obviamente, isso acontece porque não existem tantos debates, no meio social, os quais discutam e esclareçam sobre o assunto. Contudo, essa concepção é análoga à pesquisa realizada pelo site Globo, que evidencia a participação dos homens no mercado de trabalho 30% a mais que as mulheres. Logo, apesar dos avanços conquistados a perspectiva da mulher no campo trabalhista ainda está longe de ser igual à dos homens.

Torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes que mitiguem os efeitos do problema. Para isso, é papel do Governo Federal investir, através de políticas públicas, em campanhas educacionais que valorize a luta feminina, pois é necessário a conscientização da população sobre o tema, no intuito de conter a discriminação e romper com o sistema patriarcal. Destarte, cabe aos núcleos tecnológicos, em parceria com instituições laborais, informarem e sensibilizarem a comunidade sobre a importância da igualdade de gênero. Dessa forma, será possível romper as estruturas opressoras e garantir direitos igualitários a todas as mulheres.