A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 27/03/2021

Na Antiguidade Clássica, Atenas, uma das mais importantes cidades gregas era composta por uma dura divisão social,não só financeira, mas também de gênero com as mulheres reduzidas ao papel de mãe e cuidadoras do lar.Assim,séculos depois na sociedade moderna há disparidade de gênero vista, principalmente, no mercado de trabalho.Diante disso,torna-se passível de discussão os entraves para a participação igualitária da mulher no setor de serviços,como a enraizada cultura patriarcalista e o mito do sexo frágil relacionado à maternidade.

Em primeira análise,vale destacar a cultura patriarcal como um dos desafios da problemática.Nesse sentido,Thomas More, autor humanista realista, apresentou em seu livro “Utopia”,uma ilha imaginária que seria um protótipo da perfeição social,na qual era caracterizada pela harmonia em convivência e oportunidades.Entretanto,o cenário contemporâneo vivencia a antítese da idealização de More,pois ao contrário da harmonia social, presencia-se um controle sobre o comportamento da mulher, em evidência no no mercado de trabalho, o que fere a capacidade profissional das mulheres.Logo,o machismo sustentado pela cultura patriarcal avalia a competência feminina como inferior à masculina,sendo um entrave para a participação igualitária das mulheres no setor trabalhista. Por conseguinte, nota-se o mito do sexo frágio vinculado a maternidade com uma parcela de responsabilidade pela existencia da discrepância de ocupação de cargos e salário entre homens e mulheres no mercado de trabalho.Nessa lógica,Lygia Fagundes Telles,escritora brasileira,em sua obra “Disciplina do Amor” alegava que nascer no Brasil até que é bom,o ruim é não ter voz e nem vez.Desse modo,há uma dificuldade para o sexo feminino ter sua voz ouvda, quando o assunto é o mercado de serviços,visto que estas são postas nos papéis de frágeis devido a demanda da materninade.Dessa forma,vincular a mulher mãe e profissional para desqualificar suas habilidades é desprezível.Nesse sentido, a desigualdade participativa e salarial entre os sexos é efeito da construção do sexo frágio. Por fim,cabe ao Governo Federal em parceria com Ministério da Educação(MEC) desenvolver campanhas nas escolas municipais,com profissionais especializados no assunto,sobre a ruptura da obsoleta cultura patriarcal na sociedade atual.Portanto,tal medida do Estado deve ser aplicada nos pátios das instituições de ensino em um horário extra daquele cotado na grade curricular para que a comunidade local também participe dessa ação,assim sem dúvidas, haverá o aprendizado da importancia de lutar contra padrões preconceituosos e a desconstrução do mito sexo frágio.Em suma,com essas intervenções a mulher aos poucos consiguirá participar de maneira igualitária no setor de trabalho,o que expõe uma vitória para as mulheres de Atenas,as quais eram silenciadas de seus diretos de cidadãs,como o de ter um emprego que garanta sua independência.