A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 29/03/2021
Bélgica, Dinamarca e França são alguns países que mais apresentam igualdade de direito entre homens e mulheres, segundo a pesquisa do Banco Mundial, que analisou dez anos de dados em 187 países. Já no Brasil, infelizmente, a realidade não é a mesma, pois o país contém uma grande e explícita diferença de vivência entre gêneros, principalmente na área trabalhista, como a extrema quantidade de tarefas e a baixa remuneração. Com isso, tal cultura de desigualdade deve ser combatida para que aja uma sociedade mais justa.
Em primeiro plano, é inegável que faz parte do cotidiano das mulheres acumulo de funções, pois além de trabalharem, normalmente, elas também têm que cuidar das tarefas domésticas e dos filhos, o que é algo que as sobrecarrega muito. Tal problema ocorre tão facilmente, visto que muitas famílias não têm condições financeiras para pagar secretárias do lar e nem de matricular seus filhos em uma creche, já que as públicas não costumam ter vagas e estrutura, e as particulares são pagas. Ademais, a sociedade brasileira tem uma forte cultura machista enraizada, na qual as mulheres que têm que realizar os serviços da casa, com isso, os homens não costumam ajuda-las.
Bem como o excesso de atividades, outra desproporção indignante é a remuneração pelo trabalho feminino. As profissões habitualmente ocupadas e relacionadas a mulheres são de baixa remuneração, como secretárias, professoras da educação infantil e trabalhadoras domésticas. Além disso, as mulheres em geral recebem 30% a menos que um homem que trabalha na mesma área, mesmo se elas apresentarem um maior desempenho. Um exemplo dessa diferença de salário no meio artístico é na série americana House of Cards, cuja atriz Robin Wright ganhava US$80 mil a menos que seu parceiro crime, na série, Kevin Spacey.
Dessa forma, pode-se concluir que, como já ocorre em outros países, é necessário a mudança de tal hábito no meio de trabalho para uma sociedade mais igualitária entre gêneros. Para isso, o número de creches tem que aumentar e ter uma melhor estrutura, assim, as mães vão ter um lugar confiável e educativo para deixar seus filhos enquanto trabalha. Ademais, é importante a educação, por meio dos pais e da escola, desde os primeiros anos estudantis, utilizando recursos didáticos e o diálogo, para que a população, com o passar das gerações, se torne cada vez menos machista.