A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 24/10/2021
Dilma Rousseff, foi eleita em 2010 a primeira presidenta mulher da história política brasileira, assumindo o cargo de 2011 até o ano de 2016. No entanto, esse exemplo mostra o quanto o mercado de trabalho no Brasil, no passado e ainda hoje, é guiado pelo patriarcado, pois em sua maioria quem comanda são os homens, brancos, cisgêneros, heteros e de elite. Desse modo, uma das conseguências é a dificudade e a discriminação que as mulheres sofrem até os dias atuais para se estabelecerem em empresas, cargos públicos ou para serem empreendedoras. Dessa maneira, essa falta de “espelhos” para as mulheres se reconhecerem dentro do corpo social de forma equivalente aos homens, torna-se mais um empecilho dentro da sociedade brasileira.
Em primeira análise, segundo o site G1, a remuneração do trabalho das mulheres é cerca de 22% menor que a dos homens. Dessa forma, a discrepância mostrada entre os salários, revela a ideia de inferioridade feminina, pois proporciona nas mulheres um sentimento de incapacidade, com isso, muitas deixam de fazer atividades ou inserir ideias que poderiam ser um ponto importante de agregação dentro de empresas. Podendo aumentar a percepção de que as mulheres só possuem como melhor escolha serem donas de casa. Isso se confirma com o dado do G1, de que as mulheres dedicam em média o dobro de tempo em relação aos homens, com a criação dos filhos e atividades domésticas.
Ademais, pode-se destacar a ideia supracitada, do compartilhamento da criação dos filhos, que impacta diretamente as mulheres no mercado de trabalho. Pois, muitas mulheres deixam de realizar trabalhos para cuidar e se dedicar totalmente o seu tempo com seus filhos, sendo que o cuidado com a criança deveria ser de ambos os pais. Como exemplo, a necessidade de equiparação entre a lincença-paternidade (de 5-20dias) e licença-maternidade (de 4-6 meses). Além disso, existem 11 milhões de famílias chefiadas por mulheres, segundo dados do IBGE. Ou seja, trabalham e cuidam dos filhos sozinhas, porém muitas delas não possuem auxílio suficiente para conciliar os dois ofícios, e acabam desempregadas. Reafirmando os 63% de mães solos abaixo da linha da pobreza no Brasil, dado IBGE.
Portanto, fica evidente a dificuldade de introdução das mulheres e a permanência delas no mercado de trabalho. Por conseguinte, cabe ao Ministério Público fazer fiscalizações e construções de relatórios, para que juntamente ao Congresso Nacional, busquem agregar novas normas nas leis trabalhistas, levando em consideração pedidos das mulheres, por meio de pesquisas em empresas privadas e públicas, escolas, faculdades e disponibilizando formulários em sites para coleta de informação e requerimentos das mulheres. Afim de que, elas possam está repassando de forma efetiva suas reivindicações. Para que a frase “Lugar de mulher é aonde ela quiser” seja uma realidade real no Brasil.