A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 26/06/2021

Foi graças a Primeira Revolução Industrial e as lutas em prol da emancipação feminina que a mulher pode se inserir no mercado de trabalho. Conquanto, mais de dois séculos se passaram e ainda é possível observar os obstáculos enfrentados por elas para serem valorizadas e respeitadas. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas de que a igualdade de direitos trabalhistas da mulher ainda é um grande desafio, principalmente no Brasil; o qual tem como alicerce questões sociais e financeiras.

Em princípio, é indubitável que numericamente as mulheres não ocupam nem 50% de cargos prestigiados e isso só reflete o machismo intrínseco da sociedade. Alude-se que, o fato de haver pouquíssimas vagas para mulheres em determinados empregos pelo desatino de acreditarem na incapacidade feminina de exercer funções como militar, bombeiro, engenheiro, lutador, jogador de futebol, além da sua baixa participação na política, cerca de 12%, segundo o Mapa Político de 2019, e apenas uma mulher eleita presidente em toda a história do Brasil, só demonstra o que Durkheim já via no século XIX; as patologias sociais e o estado de anomia em que a sociedade se encontra. Nesse sentido, é essencial criar ações afirmativas que tragam igualdade com o objetivo de melhorar essa realidade.

Além desse preconceito intrínseco, há também a discrepância salarial que dificulta a tão sonhada igualdade de gênero. É sabido que, mesmo com alta especialização e qualificação as mulheres ainda passam pelo absurdo de terem seus salários diferenciados dos homens. E isso não é visto apenas em pequenas empresas ou regiões distantes; a jogadora Marta, da seleção brasileira, tem uma carreira mais consolidada, por um maior período e com mais gols feitos e ainda recebe menos que o Neymar, também jogador da seleção. Portanto, é fundamental proibir práticas como essa a fim de resolver a problemática.

Infere-se, destarte, que ainda há entraves para garantir a igualdade trabalhista. Cabe ao Legislativo criar um Projeto de Lei que assegure as mesmas quantidades de vagas, em processos seletivos e cargos públicos, a todos com o propósito de garantir os direitos das cidadãs. Aliados a isso, é necessária a aprovação, pelo Congresso, do Projeto de Lei que combate a desigualdade salarial e pune empresas que desobedeçam-na com o intuito de concretizar o princípio de igualdade. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.