A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 06/06/2022

A Revolução Industrial permitiu a inserção das mulheres no mercado de trabalho, no Brasil e no mundo. Contudo, a subvalorização da atividade laboral feminina é constante e preconceituosamente atrelada à biologia e ao gênero. Isto é, a capacidade de reprodução parece inconciliável com o sistema econômico e o gênero feminino, por si só, é considerado incapaz para as atividades majoritariamente exercidas por homens.

Por essa óptica, nota-se que o maior índice de desemprego está entre as mulheres, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por sua vez, as justificativas são diversas, inclusive o fator gravidez, porém é contraditório, visto que a baixa e preocupante taxa de natalidade se tornará incompatível com o sistema previdenciário. Logo, o Estado deve praticar o acolhimento especialmente de mulheres no mercado e não o afastamento em detrimento desses estetiótipos.

Em segundo cenário, vale mencionar que não se nasce, porém torna-se mulher, como afirmou Simone de Baeuvoir, socióloga e escritora francesa. Ou seja, a capacidade de um indivíduo não pode ser determinada erroneamente pelo sexo ou gênero. Além disso, pelos dados da BBC, governos liderados por mulheres durante a pandemia de 2020 foram significativamente mais bem sucedidos do que aqueles com figuras masculinas na liderança. Isso prova, portanto, que mulheres são tão capazes quanto os homens de ocuparem cargos de chefia.

Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação junto a mídia por meio de propagandas nos meios de comunicação fomentem a inclusão das mulheres no mercado de trabalho tanto como colaboradora quando como líder, a fim de promover a igualdade de gênero. Somado a isso, o Poder Legislativo deve criar leis mais rígidas que punam as empresas e instituições que dificultem o acolhimento de mulheres, sobretudo em idade reprodutiva, com o objetivo de impedir práticas discriminatórias. Sendo assim, é possível iniciar uma mitigação e eliminação dos esteriótipos criados há anos e que persistem na sociedade contemporânea.