A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/06/2021
A equidade de gênero vem sendo um assunto muito discutido atualmente, principalmente quando se trata do mercado de trabalho. As mulheres lutaram e lutam até hoje para conquistar os direitos iguais, mostrando que nada pode ser definido apenas pelo gênero da pessoa. A gestora executiva do Movimento Mulher 360, Margareth Goldenberg diz: “As empresas precisam entender que essa é uma pauta importante para elas, não só pela questão da justiça social, mas também por causa do diferencial competitivo que essa diversidade oferece.”
Na Primeira Guerra Mundial, os homens foram servir no campo de batalha, deixando seus lares, suas cidades e consequentemente as indústrias. Nesse contexto as mulheres precisaram assumir os cargos nas indústrias para manter a produção no período. Esse foi um dos primeiros contatos que as mulheres tiveram com o mercado, já que desde sempre foram ensinadas que as mulheres deveriam servir aos seus maridos, ao lar, e cuidar dos filhos.
Como antigamente as mulheres não tinham acesso a educação ou círculos intelectuais, o que era um grande empecilho para sua inserção no trabalho. Porém, mesmo estudando sozinha e sendo alvo de discriminação a filósofa italiana Elena Lucrezia Piscopia Cornaro, foi a primeira a conseguir um diploma no ensino superior, e reivindicou este direito apenas em 1678, e também inspirou muitas outras a fazerem o mesmo do que ela, que mesmo em situações desfavoráveis, batalhar pelos direitos mais que merecidos é a coisa certa a fazer.
De acordo com um relatório sobre igualdade de 2020 do Fórum Econômico Mundial: “A área trabalhista foi a única a apresentar retrocessos e o estudo estima que serão necessários aproximadamente 250 anos para que haja igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Na melhor das hipóteses, caso haja um desenvolvimento acelerado, esse número baixa para 94,5 anos.”
O ministério da mulher, família e direitos humanos é primordial para a inserção da mulher no mercado de trabalho, onde a ministra Damares Alves o comanda, com a finalidade de promover políticas públicas para a inclusão de grupos minoritários, dentre eles as mulheres. A representação feminina na justiça também é essencial para facilitar a construção da imagem e na busca pelos direitos que aos poucos serão conquistados.