A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 27/06/2021
A partir de 1930, no Brasil, as mulheres iniciaram a entrada delas no mercado de trabalho, por meio de ofícios domésticos. Hodiernamente, o gênero feminino conquistou diversos espaços no ramo trabalhista, no entanto, ainda enfrentra dificuldades significativas que o impossibilita de conquistar um trabalho formal. Entre os empecilhos enfrentados pelas mulheres são a educação brasileira e a discrepância salarial.
Em uma primeira perspectiva, a educação não eficiente no Brasil dificulta a entrada das mulheres no mercado de trabalho. De acordo com o filósofo Aristóteles, em “Ética a Nicômano, a política possui o objetivo de garantir a felicidade e o bem-estar dos cidadãos. Logo, apesar da constituição de 1988 assegurar a educação de qualidade a todos, tal regulamento não é efetivado, o que contribui para um ensino superficial e passivo que torna os indivíduos, incluindo as mulheres, analfabetos funcionais dificultando assim, a conquista de um emprego formal.
Outrossim, a alienação da sociedade favorece a consolidação da discrepância salarial entre gêneros no mercado de trabalho. Conforme a filósofa alemã Hannah Arendt, em “Banalidade do Mal”, refletiu acerca dos efeitos do processo de massificação da sociedade, o qual forma indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais e aceitando assim, as situações sem questionar. Esse pensamento está relacionado ao fato de a população está alienada, o que contribui para o silenciamento dessa diante de questões que afetam outros indivíduos, como por exemplo, a diferença salarial entre homens e mulheres ocupando o mesmo cargo, é um fato que afeta substancialmente as mulheres, além disso, a conduta negligente do meio social perpetua esse fato no país.
Diante do exposto, é mister adotar medidas para combater o entrave em vigor. Nesse sentido, o Congresso Nacional, deve, por meio de criação de leis, obrigar empresas a pagar a mesma quantia salarial para homens e mulheres que ocupam o mesmo ofício, a fim de promover a igualdade salarial nos espaços trabalhistas. Isso seria realizado com fiscalizações de oficiais do governo todos os meses nas empresas para verificação do cumprimento do regulamento. Assim, o número de diferença em termos salariais decrescerá. Somente assim, viveremos em um país igualitário.