A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 01/07/2021

Apesar da existência de diversos movimentos de reivindicação de igualdade de gênero, frases como “lugar de mulher é na cozinha” são comumente propagas na sociedade. Diante disso, observa-se a configuração de problemas relacionados aos preconceitos sofridos pelas mulheres brasileiras no mercado de trabalho, estes que são conduzidos, especialmente, pelo legado histórico patriarcal e pelo descaso governamental.

A priori, convém ressaltar que desde primórdios o sexo feminino sofre opressão e, muitas vezes, ele é associado à incapacidade ou, até mesmo, à inferioridade em relação ao sexo masculino. Nesse sentido, essa realidade se deve à construção histórica patriarcal, a qual, possibilitou uma hierarquização de gêneros e, determinou ocupações específicas para cada um deles. Assim sendo, um exemplo disso é a Bíblia Sagrada, livro cristão bastante conhecido, onde a figura feminina é representada, geralmente, como dona de casa que serve ao marido e aos filhos. Desse modo, no contexto atual, quando a mulher decide adentrar ao mercado de trabalho, ela sofre repressão, uma vez que não está indo de encontro com a “função” preconceituosamente pré-determinada para a mesma.

Outrossim, a falta de atuação estatal é outro fator determinante na adversidade. Sob esse viés, embora a presença da mulher no setor trabalhista venha se destacando desde os processos da Revolução Industrial, sua força de trabalho ainda é desvalorizada. Nesse prisma, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante a todos a igualdade de gênero e, além disso, a isonomia salarial é uma lei assegurada pela Consolidação das Leis Trabalhistas. Contudo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres brasileiras ainda recebem em média 70% do salário que os homens ganham para executar as mesmas tarefas, nos mesmos postos de trabalho. Logo, é evidente a ineficácia das autoridades no que se refere ao cumprimento da carta magna, sendo assim, necessárias ações que revertam tal conjuntura.

Portanto, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pela administração pública, promover por meio do Poder Executivo, a fiscalização e investigação empresas que não respeitam a lei da equiparação salarial e, de alguma forma, propagam o machismo na sociedade. Nessa lógica, as autoridades devem punir os envolvidos nesse descumprimento de lei com indenizações de alto custo e, até mesmo, com regime carcerário. Dessa forma, tais ações seriam realizadas com o objetivo de tornar a isonomia salarial uma realidade o que, seria, evidentemente, um caminho para se combater o machismo no mercado de trabalho. Em suma, o problema seria minimizado, contribuindo, assim, para que o alastramento de frases preconceituosas relacionadas ao trabalho feminino fosse atenuado. nação.