A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/08/2021
Com a construção da Constituição Cidadã em 1988, tem como o princípio à isonomia social e a defesa dos direitos dos cidadãos. Embora os princípios constitucionais sejam de extrema importância na sociedade é visível a sua abaixa aplicabilidade na sociedade. Dessa forma, esse abandono resulta em uma desvalorização da mulher no trabalho, devido ao enraizamento dos conceitos machista que contribuem para o crescimento da desigualdade de gênero.
Em primeira análise, o historiador Carlos Tavares informou que a entrada da mulher no mercado de trabalho deu-se de formar tardia, preconceituosa e desigual, tendo o exemplo a Primeira Revolução Industrial. Sendo assim, a realidade social da industrialização ainda perpetua em alguns meios sociais marcados pela desigualdade centralizada no gênero dos indivíduos, contribuindo para a disparidade nos salários, cargos e funções a serem executadas. Logo, a urgência de transformar nesse cenário retrógrado é importante para a renovação de princípios e implementar na sociedade uma valorização dos indivíduos, baseado na igualdade e equidade social.
Em segunda análise, o Jornal Folha de São Paulo apresentou que cerca de 65% das mulheres têm salários inferiores aos homens ocupando o mesmo cargo e as mulheres que ocupam altos cargos no mercado de trabalho representa apenas 20%. Mediante a isso, nota-se que as práticas machistas é um fator contribuidor para divergência de gênero. Além disso, a baixa representatividade retarda o avanço da mulher na sociedade, tendo como uma quebradora de paradigmas e uma incentivadora para a transforma a Luiza Trajano, a dona da Magazine Luiza- maior rede de varejo do Brasil. Assim, para modificar essa lamentável realidade desigual na sociedade é fundamental o estímulo da representatividade social e trabalhista e, também, promover a isonomia na nação brasileira.
Portanto, frente a esse cenário arcaico no arranjo social e no meio de trabalho é preciso da atuação de órgão público para modificar esse abandono do gênero. Cabe ao Estado aplicar normas de equidade diante de todas as áreas de atuações, por meio de inclusão - medidas de incentivo a inserção das mulheres no mercado de trabalho promovendo à igualdade de tratamento. Além disso, com auxílio do setor privado incentivar o aumento da representatividade feminina como ocorro na Magazine Luiza, a fim de garantir os princípios sociais estabelecidos na Constituição Cidadã, resultando na aplicação da isonomia e manutenção dos direitos sociais e trabalhistas na população brasileira.