A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5°, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática quando se observa as dificuldades e desigualdades enfrentadas pela mulher brasileira no mercado de trabalho embargando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade de gênero inserida no ambiente laboral. Nesse sentido, a diferença salarial atrelada à cultura patriarcal está amiudamente presente. Nessa conjuntura, segundo o geógrafo Milton Santos no texto “As cidadanias mutiladas”, a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são universais e desfrutados por todos os cidadãos, o que infelizmente não é evidente no Brasil.
Ademais, é fundamental apontar para as dificuldades vivenciadas rotineiramente pelas mulheres para manter em equilibrio o emprego e as atividades domésticas impostas apenas como função feminina desde os primórdios da sociedade. Todavia, a mulher alcança posição de destaque e lentamente conquista espaços e cargos antes ocupados inteiramente por homens. Segundo dados do Ministério do Trabalho houve um aumento de 3,2%, no período entre os anos de 2007 e 2016 , da presença feminina no mercado de trabalho. Diante tal exposto, é notório que a igualdade de gênero é a base para uma sociedade livre de preconceitos e discriminação. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver essa problemática social. Nesse sentido, é imprescindível que o Governo Federal por intermédio do Ministério do Trabalho fiscalize e puna as empresas que não garantam equiparação salarial. Outra medida, por intermédio das escolas, é divulgar cartilhas e promover palestras educativas com profissionais qualificados acerca do processo da inserção feminina no mercado de trabalho e a importância das mulheres para todo o desenvolvimento econômico do país. Assim torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela infiltração dos elementos elencados na Magna Carta.