A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 04/09/2021

Na obra “Mulher e mercado de trabalho no Brasil”, do autor Marcelo Ribeiro, problematiza sobre a discriminação de gênero praticada contras as mulheres no mercado de trabalho brasileiro. Tal obra, em paralelo com à realidade contemporânea, ilustra um dos principais desafios encontrados na sociedade: a desigualdade de gênero e consequentemente também salarial. De maneira análoga a isso, cabe analisar as causas colaboradoras, tais como a ausência de representatividade da populção feminil nas grandes empresas e o machismo resultante da falha das instituições de ensino em relação a informação.

Em primeiro plano, podemos destacar que a escassez e a desigualdade salarial do público feminino nos grandes cargos é resultante do machismo. Desse modo, segunda uma análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica - IBGE, as mulheres trabalham em média 3 horas por semana a mais do que os homens, mas ganham apenas dois terços do rendimento deles. E este cenário se agrava no caso de mulheres gravidas: elas ganham em média 35% menos do que profissionais mulheres sem filhos, “Ele não queria contratar mulheres novas ou recém casadas, pelo risco de engravidarem”, diz proprietário de empresa. Dessa forma, segundo os dados apresentados concluimos que o patriarcado tem grande influência sobre a contratação e a diferença de salario entre os gêneros.

Além disso, é notório que o exagerado senso de orgulho masculino é resultado da carência de conhecimento da sociedade sobre a capacidade e o lugar da mulher. Consoante a isso, de acordo com o pensador, Stephen Kanitz, “Informação é aquilo que muda o comportamento futuro”, ou seja, se as intituições de ensino infantil e fundamental passassem um conhecimento adequado sobre o público feminino no mercado de trabalho e sobre a igualdade de gênero, a macheza não seria tão vultosa. Sendo assim, deduzimos que o Ministério da Educação-MEC não tem promovido um acesso conveniente aos colégios e seus alunos sobre o assunto discutido.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir a falta de igualdade das mulheres no trabalho. Por conseguinte, cabe ao  Ministério da Educação-MEC, responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE), fazer com que o conhecimento côngruo chegue de forma clara e objetiva nos estudantes, especificamente os de nível infantil e fundamental, por meio de aluas especializadas na temática apresentada, aulões semanais, palestras com especialistas etc, a fim de formar futuros cidadãos de pensamento cognitivo proveitoso e sem indícios de machismo. Somente assim, a mulher ganharia cada vez mais o seu próprio espaço em maiores empresas e cargos de grande porte.