A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 03/09/2021

Segundo a Primeira Lei de Newton, um corpo tende a permanecer em inércia quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que diz respeito à inserção da mulher brasileira no mercado de trabalho, que segue sem uma intervenção efetiva. Nesse contexto, vê-se que o problema está arraigado no país, seja pela falta de debate, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

Primordialmente, é mister atentar para a falta de debate presente na questão. Sob esse viés, Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciadas para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da mulher no mercado de trabalho, que tem sido silenciado, assim, esse afastamento do assunto em relação à sociedade provoca uma falta de conhecimento, pois, conforme Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo. Dessarte, sem diálogos massivos e esclarecedores, a resolução fica complexa.

Convém ressaltar, ademais, que a lenta mudança de mentalidade social é um dos fatores determinantes para a persistência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, a questão da mulher no mercado de trabalho é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo. Por conseguinte, se a pessoa cresce inserida em um contexto social machista, ela tende a apresentar o mesmo comportamento, e isso está em consonância com o que é visto no Brasil atualmente. Dessa forma, são necessárias atitudes para a mudança desse cenário.

São essenciais, portanto, medidas operantes para a reversão dos problemas discutidos. Destarte, as escolas, juntamente com as prefeituras, devem promover espaços para rodas de conversa e debates sobre a mulher no mercado de trabalho, no ambiente escolar. Esses debates podem ser feitos no período extraclasse, contando com a presença do corpo escolar e de especialistas no assunto. Esses encontros devem ser abertos à comunidade em geral, a fim de que uma população discuta e veja a necessidade de viver em igualdade de direitos e oportunidades, algo constitucional, visando ser uma sociedade coerente.