A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 28/09/2021

A Era Vargas, período da história do Brasil ocorrido na primeira metade do século XX, garantiu maior inserção feminina no mercado de trabalho. Entretanto, mesmo ocorrendo um aumento no número de mulheres nas empresas, ainda há uma disparidade alarmante quando observa-se o percentual de mulheres em relação ao de homens, no mesmo setor. Assim, pode-se dizer que tal conjuntura é sustentada não apenas pelas ideias machistas ainda existentes, mas também pela ausência de políticas públicas eficazes que facilitem essa inserção.

Em primeiro plano, é importante destacar que formas machistas de estruturação social fomenta o impasse. Isso porque a sociedade atual ainda não superou essa forma de preconceito, achando, muitas vezes, que as atividades laborais femininas devem se restringir à vida doméstica. Logo, identifica-se uma forte discriminação de gênero, a qual, segundo o filósofo francês Jean Paul Sartre, representa um retrocesso social e precisa ser combatido.

Ademais, vale ressaltar que o Estado se porta de maneira negligente, à medida que não busca a efetivação de políticas públicas que priorizem a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Nesse viés, o ideal iluminista de que o Estado deve ser assegurador de direitos básicos está sendo confrontado, já que tal descaso corrobora para disparidade de gênero nas indústrias. Prova disso é uma pesquisa do portal de notícias Carta Capital, a qual mostra que mais de 60% do contingente industrial é formado por pessoas do sexo masculino.

Destarte, é preciso que medidas sejam implementadas à sociedade brasileira, a fim de garantir a inserção plena das mulheres no mercado de trabalho. Para isso, o Ministério do Trabalho deve, por meio de parcerias público-privadas, garantir isenções fiscais às empresas que se propuserem a inserir maior quantidade de mulheres ao seu âmbito. Além disso, é papel do mesmo órgão promover palestras em praças públicas, visando expor a importância das mulheres nas indústrias e suprimir os ideais machistas da sociedade. Tais medidas terão a finalidade de impulsionar a entrada das mulheres nas empresas brasileiras.Feito isso, ocorrerá aumento da inserção feminina no mercado de trabalho, assim como aconteceu no Estado Varguista, só que mais significativo.