A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 01/10/2021

Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê a todos os indivíduos o direito de igualdade de gênero e o bem-estar social. Em conformidade, o papel da mulher brasileira no mercado de trabalho teve grande crescimento nos últimos anos. Entretanto, infere-se que o assédio sexual e a inserção tardia no meio trabalhista são problemas ainda decorrentes no cenário brasileiro. Logo, essa celeuma urge ser solucionada.

Em primeiro plano, é válido tornar para análise as heranças do machismo que culminaram em casos de assédio no ambiente de trabalho. Assim, a construção histórica de ideias falocentristas pontuou o homem como detentor dos corpos femininos. Por conseguinte, atualmente, com base na pesquisa realizada pelo Tribunal Superior de Trabalho, houve aumento de 21% dos processos de assédio sexual  no primeiro semestre de 2021. Dessa forma, torna-se evidente a presença de uma cultura patriarcal e misógina que prejudica o desenvolvimento trabalhista das cidadãs brasileiras.

Outrossim, ao se referir a história brasileira é perceptível que a mão de obra feminina foi empregada de maneira secundária. Ademais, durante o período da colonização, as mulheres foram privadas de exercer qualquer profissão, subsistindo em um contexto de exploração sexual e objetificação. Com o avançar da história, após a Primeira Revolução Industrial, a necessidade de óperarios tornou indispensável a presença das mulheres na cadeia produtiva, entretanto, a diferença salarial perpetuou as desigualdades existentes. Portanto, a inserção tardia no mercado de trabalho prejudicou a representatividade dessa população nos setores empregatícios.

Logo, é necessário que os problemas relacionados ao papel da mulher no mercado de trabalho sejam revertidos. Para tanto, as escolas públicas e universidades federais devem investir na conscientização da população. Isso será feito por meio da realização de palestras e fóruns de discussão com os alunos, abordando temas relacionados a igualdade de gênero e respeito mútuo. Dessa maneira, as consequências ocasionadas pelo machismo estrutural serão minimizadas e o cenário trabalhista equiparado.