A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 04/10/2021

De acordo com a intelectual Simone de Beauvoir, “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Em outras palavras, o conjunto de fatores de uma civilização é o que forma uma mulher, sendo isso visível no corpo social brasileiro, dado que o sexo feminino é exposto a situações degradantes, como a desigualdade no que concerne o mercado de trabalho. Logo, cabe destacar que, mesmo sendo igualmente capazes, o público feminino, por vezes, recebe salários mais baixos, e é considerado menos qualificado. Portanto, é relevante buscar maneiras de mitigar essas problemáticas.

Sob um primeiro viés, resgatando a 2ª Guerra Mundial, a entrada maciça de mulheres no mercado de trabalho para suprir o vazio deixado por homens, que estavam lutando por suas nações demonstrou a capacidade de mulheres, das mais diversas idades, de ocupar cargos exigentes de força e dedicação. Diante disso, é de conhecimento geral que os países envolvidos no conflito não tiveram seus sistemas de produção prejudicados, quando se compara à atuação masculina nesse cenário. Portanto, se conclui que o gênero dos indivíduos não é um fator decisivo sobre suas forças e habilidades.

Ademais, é demonstrado no filme de animação “A Princesa e o Sapo”, a ambição da personagem principal Tiana, que sonha em construir seu próprio restaurante. Entretanto, é taxada como incapaz pelas pessoas em sua volta, tratamento machista que, fora da ficção, também se faz presente.  Visto que, primordialmente as mulheres, em sua maioria, se ocupavam com trabalhos de casa, a mentalidade retrógrada de uma sociedade patriarcal não prevê a mudança na atuação trabalhista do público feminino. Logo, é de se esperar que o rótulo de insuficiência, falta de força ou intelecto seja atribuído a mulheres ainda nos dias do século XXI, resultando em desigualdades, como a injusta discrepância de remunerações ao ocupar um mesmo posto que um indivíduo do sexo masculino.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, é nítido que são necessárias medidas para mitigar as problemáticas listadas. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, ente de reconhecida autoridade, fiscalizar em pequenas e grandes empresas os índices salariais, através de entrevistas aos empregadores, com a finalidade de, caso houver alguma injustiça entre funcionários, essa seja atenuada. Além disso, é cabível aos pais e tutores proverem aos seus filhos educação e conhecimento, mostrando aos jovens, com apoio de fatos históricos e atualidades encontrados na mídia, a relevância da participação feminina no mercado trabalhador, para uma geração mais justa e desprovida de preconceitos.