A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 27/10/2021

Segundo o Ministério do Trabalho, as mulheres recebem, em média, proventos até 30% menor que os homens. Apesar da legislação trabalhista garantir igualdade entre homens e mulheres, a disparidade salarial e outras formas de discriminação ainda são a realidade das brasileiras no mercado de trabalho. Assim, esse cenário deve ser mudado. Não obstante, cabe analisar os avanços e dos desafios para que isso  ocorra.

Primeiramente, muitos avanços foram conquistados pelas trabalhadoras, tais como o reconhecimento da licença maternidade, a redução nas desigualdades salariais, o alto nível de escolaridade e a representação feminina em prêmios Nobel, como a cientista Marie Curi. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, as mulheres já são a maioria no ensino superior no Brasil. Porém, para que alcancem um rendimento igual aos dos homens elas precisam ter 4 anos a mais de estudo. Dessa forma, fica perceptível que a superação de outros obstáculos no mercado de trabalho ainda é imprescindível.

Ademais, outros desafios são constatados no mercado de trabalho das brasileiras, como por exemplo o combate ao assédio sexual, a extinção de processos seletivos em que as mulheres são preteridas e a promoção de maior participação feminina em cargos diretivos. Embora o Brasil tenha  formado 1a médica em 1887, além do cargo mais alto do Poder Executivo ter sido ocupado por uma mulher e o Magazine Luiza, uma das maiores redes varejistas, tenha uma mulher no comando isso não são suficientes. Por isso, conjunturas como essas precisam ser ampliadas, já que a maioria dos desempregados fazem parte do sexo feminino, consoante a PNAD.

Destarte, é mister que o Estado equalize a participação das mulheres brasileiras no mercado de trabalho. Para isso, o Poder Legislativo deve criar leis para desestimular as desigualdades entre gêneros, por meio da previsão de altas multas, que serão revertidas em investimentos para promover o empreendedorismo feminino. Só assim, os desequilíbrios prejudiciais às profissionais não serão mais a realidade do Brasil.