A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 22/03/2022
Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto, do clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, pois acreditava em um Brasil utópico. Entretanto, as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho torna o país distante do que foi imaginado pelo protagonista sonhador. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema, de contornos específicos, que emerge tanto pela negligência governamental como pela má influência da mídia.
Em primeiro plano, é evidente que o descaso do governo se apresenta como promotor dos empecilhos encarados pela população feminina nos empregos no corpo social brasileiro. No que se refere a isso, é pertinente trazer a afirmação de Abraham Lincoln sobre a política: essa é serva do povo e não o contrário, por isso tem a incumbência de assegurar suas concessões. Somado a isso, o dado estatístico divulgado pelo IBGE, o qual aponta que as mulheres ocupam cerca de 35% dos cargos trabalhista no mercado nacional, comprova que são necesárias ações efetivas o suficiente para elevar a referência quantitativa exposta.
Além disso, a inadequada atuação dos meios de comunicação ainda é favorável para a persistência dos desafios que a classe não masculina enfrenta na nação verde-amarela. Acerca disso, o filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa perspectiva, é observável que a mídia, ao invés de promover informaçõoes sobre o desleixo do Estado com as trabalhadoras, influencia com essa continuidade, em razão do silenciamneto midiático. Assim, contribui com a perduração de uma situação que persiste atualmente e precisa ser cessada.
Portanto, é visível a necessidade de intervenção em relação às dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho brasileiro. Para tanto, urge que o Ministério do Trabalho promova campanhas de inclusão social, por meio de escolas, universidades e praças municipais, para ampliar as oportunidades de emprego à classe feminina. Desse modo, tais campanhas devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, com o objetivo de cambater a discriminação de gênero.