A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 27/04/2022
De acordo com o sociólogo Émile Durkhein, a sociedade, assim como o corpo humano, possui partes, necessidades e um funcionamento interrelacionado. No entanto, para um bom funcionamento, todos devem ter os mesmos direitos, sem preconceitos de gênero ou de raça. Com isso, a responsabilidade por obter um mercado de trabalho justo para as mulheres é do Estado junto a vontade da sociedade. Nesse ambito, evidencia-se que essa problemática se relaciona tanto com o machismo estrutural instaurado quanto ao preconceito racial.
Em primeira análise, é incontestável que o machismo estrutural esteja entre as causas do problema, já que por muitos anos acreditou-se que as mulheres não tinham capacidade mental suficiente para o trabalho. Nesse prisma, segundo Simone de Beauvoir, é pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem. Evidenciando, dessa maneira, o quão importante é que essa distância seja retificada. Logo, entende-se que é necessário que pensamentos limitantes e retrógrados sejam cada dia mais erradicados e substituidos por igualdade e respeito dentro do mercado de trabalho e da vida.
Em segunda análise, destaca-se o preconceito racial contra mulheres no mercado de trabalho. Sendo assim, de acordo com a revista nós mulheres da periferia, as mulheres negras correspondem a 28% da força de trabalho do Brasil. No entanto, são também as representates mais comuns entre os profissionais subutilizados, ou seja, nas empresas a maior parte dos cargos para pessoas negras são para assistentes ou analistas juniores. Contudo, evidencia-se que mesmo que tenham experiência, essas mulheres precisam percorrer caminhos de enfrentamentos para alcançar maiores cargos, situação que corrobora o racismo brasileiro.
Portanto, é visto que há entraves relacionados a mulher brasileira no mercado de trabalho. Desse modo, é mister que o Estado em conjunto com a união, crie proje-tos que promovam a igualdade salarial e valorização das mulheres, alem disso, construir estruturas inclusivas com a conscientização sobre a importância da inclu-são racial em empresas, por meio de investimentos no setor e com a destinação de verbas específicas, a fim de extinguir os desafios da mulher no mercado de trabalho e ter um bom funcionamento interrelacionado, segundo Émile Durkhein.