A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 02/04/2022
Kant, ao escrever “O que é o esclarecimento?”, concluiu que a humanidade está a caminho do progresso. Felizmente, de fato, houve aumento na participação da mulher no mercado, por exemplo. No entanto, salientam-se os impasses ainda enfrentados por esse grupo quanto à credibilidade dada ao gênero no meio profissional. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas para que a mulher brasileira no mercado de trabalho seja efetivada de modo igualitário aos homens.
Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição do preconceito, enraizado por intermédio das culturas anteriores, o qual se mantém sobre a negligência à capacitação da mulher no trabalho. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa), o Brasil está com o desenvolvimento educacional estagnado há quase uma década frente aos demais países do globo. Dessa forma, constata-se o anacronismo, isto é, a posição de indiferença entre a realidade atual e o passado, o qual ainda é usado como referência na população, que deveria estar com ideologias inovadoras, haja vista a formação de tecnologias. Por isso, cabe às escolas o ensino não só à compreensão de igualdade de gênero, tornando-os estudantes cientes dos direitos constituicionais.
Outrossim, é imprescindível mencionar o descaso governamental à imagem feminina em posições de liderança na política, como fator para a mudança morosa no cenário mercadológico frente aos homens. Segundo Sêneca, pensador romano, apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da repulsa à ocupação das mulheres, visto que, em 2018, apenas uma mulher foi eleita para Governadora Estadual em todo o Brasil, segundo o portal de notícias “G1”.
Portanto, evidenciam-se condutas para que a mulher brasileira no mercado de trabalho tenha seu valor reconhecido. Por conseguinte, o Estado deve, por meio de uma reunião com os governadores, inserir a igualdade de gênero no currículo escolar, com auxílio Constitucional, a fim de salientar a harmonia social a esses estudantes, que serão agentes de mudança e melhora à cidadania.