A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 16/04/2022
Antes da Revolução Industrial, o papel da mulher na sociedade era bem definido e restrito: donas do lar, cuidavam da casa e dos filhos, enquanto os homens trabalhavam para prover o sustento. Com a Revolução Industrial e o aumento da busca por mão de obra, as mulheres passaram a serem contratadas pelas fábricas. Ademais, não possuíam os mesmos direitos, sofriam preconceitos, desigualdades, salários menores, jornadas duplas de trabalho… Esse cenário, apesar de ter diminuído, perdura até os dias atuais.
Muitas conquistas femininas são recentes, mas suas lutas não. O dia 8 de março, por exemplo, foi instituído pela Organização Nacional das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher, após revoltas femininas nas ruas da Rússia, que lutavam por direitos, comida e a saída da Rússia da 1º Guerra Mundial. Os diretos femininos vêm crescendo, mas ainda não estamos no cenário ideal. Segundo a ONU, o salário das mulheres corresponde a 84% ao dos homens.
Além disso, elas também sofrem inúmeros preconceitos, têm sua capacidade colocada em dúvida, precisam se esforçar muito mais do que homens para atingirem cargos mais altos. Tudo isso é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, que desde sempre deu menos oportunidades às mulheres. Um exemplo disso é que a primeira mulher graduada no ensino superior, Rita Lobato Velho Lopes, formou-se somente em 1887. Outro desafio encontrado são as jornadas duplas de trabalho, que sobrecarregam as mulheres, pois, além de trabalharem fora, ainda cuidam sozinhas das casas e dos filhos.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho e Emprego crie leis e obrigações de inclusão feminina nos mercados de trabalho e campanhas sobre igualdade e inclusão masculina nos serviços domésticos e cuidados com os filhos, por meio de propagandas via TV ou internet. Outro ponto importante é que o Ministério da Educação promova palestras e crie campanhas, por meio de cartazes, nas escolas, para ensinar desde cedo aos alunos sobre igualdade, as consequências do machismo, direitos e capacidades femininas e como eles podem agir para mudar essa situação quando forem os adultos da sociedade. “Eduquem as crianças para que não seja necessário punir os adultos” - Pitágoras