A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 21/05/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de problemas e conflitos. Paralelo à realidade atual, a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho brasileiro apresenta barreiras, as quais impossibilitam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da misoginia presente durante a história, quanto da negligência por parte do Estado. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar que o problema deriva da carga histórica que origina o machismo, uma vez que a desigualdade entre os gêneros existe desde a antiguidade. No período neolítico da Pré-História, a família começa a se consolidar e os papéis a serem seguidos por homens e mulheres começam a ser definidos, sendo o homem visto como provedor da família e a mulher como dona de casa. Diante disso, é possível observar que a forma como mulheres são vistas atualmente é reflexo de como elas eram vistas a milhares de anos atrás.
Ademais, é imperativo ressaltar que o problema persiste devido a baixa atuação dos órgãos governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com os dados divulgados pela Relação Anual de Informações Sociais e pela Demografia Médica, mulheres recebem menos que homens na área da saúde mesmo ocupando quase 60% dela. Partindo desse pressuposto, a falta de atuação das autoridades faz com que empresas privadas continuem a assalariar mulheres de forma desigual sem sofrerem consequências pelo ato. Logo, é mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para amenizar a situação. Dessarte, no intuito de mitigar a problemática, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve, em parceria com as autoridades promover fiscalizações periódicas em empresas privadas com fiscais capacitados a fim de garantir que profissionais recebam seu salário de forma justa e assim diminuir tamanha diferença salarial. Somente assim, atenuar-se-à em médio a longo prazo os impactos nocivos do problema e a coletividade alcançará a Utopia de More.