A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 24/06/2022

Segundo o IBGE (2010), 56% da população brasileira é composta por mulheres, somente 15% dessa maioria tem o salário igualitário aos dos homens. De maneira análoga a isso, é evidente que há uma negligência governamental a respeito desse empecilho. Essa situação está atrelada à desigualdade de gênero impostas pelos homens por conta da cultura patriarcal. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a diferença salarial e o machismo presente no ambiente de trabalho. Logo, retificar tal problema é crucial.

Em primeira análise, evidencia-se que a diferença salarial está presente no país até os dias de hoje. Consequentemente, a cultura patriarcal ainda é vigente no território brasileiro, pois, ainda impõe às mulheres a várias desigualdades sociais sendo elas uma delas a salarial, analogamente o sexo feminino ainda é visto como um sexo frágil. Nessa perspectiva, de acordo com a ativista Malala Yousafzai, “Não podemos ser todos bem-sucedidos quando a metade de nós está restringida.” A partir da observação, entende-se que o patriarcado institui restrições ao grupo impedindo-o de demontrar o seu valor em determinada atividade, gerando desequilíbrio no mercado de trabalho para a mulher por conta de uma intolerância não mais cabível ao cotidiano.

Em segunda análise, é notório que toda diferença prescrita a mulher está ligada aos homens. Além disso, a maioria das mulheres são vitímas de machismo no trabalho, como também um grande número sofrem assédios ou até mesmo são violentadas. Em virtude disso, na maioria dos casos sentem medo de denunciar e a violência vira constante. Ademais, segundo a Simone de Boauvoir: " O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos." A partir dessa citação, conclui-se que apesar de todos os casos de violências e preconceitos no trabalho, ainda há quem diga que é certo e há diferença entre gêneros.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas para amenizar esse empecilho que ocorre com as cidadãs brasileiras. Cabe ao Estado e ao Governo Federativo adotarem medidas imediatas criando novas leis a respeito do imbróglio e palestras governamentais no local de trabalho trazendo voz para o sexo feminino. Desse jeito, será possível melhorar o ambiente de trabalho para às mulheres.