A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/07/2022
A partir da Segunda Guerra Mundial, as mulheres entraram fortemente no mercado de trabalho, principalmente no âmbito fabril, devido à ida dos homens ao exército e campos de batalha. Contemporaneamente, apesar do avanço acerca da independência tanto social quanto financeira feminina, alguns desafios no que tange à mulher no ambiente trabalhista ainda se fazem presentes no território brasileiro. Logo, faz-se necessário analisar as causas e consequências dessa questão, seja o assédio sexual e moral, seja a passividade da população.
Nessa perspectiva, é inegável que o assédio moral e sexual se mostra como um entrave preocupante acerca da problemática. Isso é decorrente da cultura patriarcal enraizada na sociedade, em que, de acordo com Simone de Beauvoir, vincula a figura feminina a um caráter subserviente e inferiorizado em relação ao sexo oposto. Nesse viés, no âmbito do trabalho, essa crença maniqueísta cria uma permissão ilusória nos homens para cometer violência psicológica e/ou sexual contra mulheres, seja mediante falas machistas ou toques indesejados. Desse modo, essa situação cria traumas indeléveis nas vidas femininas, o que pode, certamente, afastar esse grupo social do meio trabalhista. Desse modo, urge uma mudança na postura retrógrada social.
Ademais, no livro “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda aponta uma característica marcante da sociedade tupiniquim: a passividade. Diante disso, esse traço é evidenciado quando parte da população opta por ignorar diversas problemáticas sociais, entre elas os desafios da mulher no mercado de trabalho, como o assédio e a inferiorização feminina. Isso é preocupante, pois impede a manifestação de discussões e debates que podem, certamente, ajudar na resolução desses obstáculos. Assim, cria-se uma omissão social, que configura-se como um entrave acerca da temática.
Portanto, faz-se essencial a adoção de medidas para alterar esse quadro. Sob esse prisma, cabe ao Ministério da Mulher criar campanhas de combate ao assédio, mediante a fiscalização em ambientes de trabalho e a punição de agressores. Outra ação eficaz é a criação de campanhas informativas sobre a importância da mulher no trabalho. Dessa maneira, a nação evoluirá.