A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 03/11/2022

Durante o período da revolução industrial, as mulheres foram inseridas no mercado de trabalho como operárias cujas remunerações eram desvalorizadas em relação aos homens. Contudo, quase 200 anos após esse período, a mulher brasileira ainda enfrenta muitos obstáculos em suas relações laborais de trabalho. Tal questão deriva da divisão sexual no trabalho somado a lentidão do Estado brasileiro em resolver tamanho problema.

Primeiramente, é importante destacar que o quadro de assimetria social em debate deriva de uma relação de conivência da sociedade em relação à condição de desigualdade de oportunidades, de remunerações e de tratamentos da mulher no mercado de trabalho, o qual o sociólogo Francês Pierre Bourdieu definirá como “estruturas estruturantes”. Desse modo, as relações de divisão sexual no trabalho se solidificam e se mantém, em uma relação quase que invisível.

Com efeito, é pertinente salientar que tais relações de desigualdade social da mulher no mercado de trabalho são negligenciadas pelo Poder Pública, uma vez que tal chaga social tem sido perpetrada por décadas e as ações do Estado têm mostrado pouca eficiência. Desse modo, cabe lembrar que o sociólogo Gilberto Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”, afirma que, embora o Brasil possua um sólido aparato legislativo, ele mantém-se restrito ao plano teórico.

Portanto, para mitigar o problema do aviltamento da mulher brasileira no mercado de trabalho será criado através do Governo Federal por meio dos Ministérios da Cidadania e do Trabalho o projeto intitulado “Mulher brasileira, sexo forte”, o qual promoverá junto as empresas uma cota mínima de 50% de mulheres no corpo de funcionários em troca de incentivos fiscais. Somado a isso, será criado um projeto de lei a ser debatido junto ao congresso nacional de uma cota mínima de 50% de parlamentares mulheres, assim, através de uma maior representação feminina, será corrigido o problema da discriminação social feminina no Brasil.