A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/11/2022
Perante o ponto de vista filosófico de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma coletividade democrática possuem a mesma relevância, além dos mesmos direitos e deveres. Nota-se, no Brasil, que mulheres que tentam garantir seus direitos durante a maternidade são demasiadamente desfavorecidas e isto tem base nos fatores políticos e sociais.
Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, direitos maternos a todas as mulheres. Contudo, o próprio poder estatal pela falta de políticas públicas agride a legislação. Isto porque muitas destas tem dificuldades em continuar em seus empregos ou também de receber os auxílios que por lei deveriam ser disponibilizados a elas, esse problema tem como base a desinformação governamental e a falta de auxílio as famílias necessitadas.
De mesmo modo, é perceptível que a desigualdade com essas mulheres existe desde outras épocas. Sendo assim, pode-se constatar que tal desigualdade foi e ainda é repassada de uma geração a outra, o que mostra a banalização de tal problema. A filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, argumenta que o problema passa a ser inconsciente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser equiparado com esta questão.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o problema. Para isso, cabe ao Poder Legislativo por meio de discussões no congresso com membros da coletividade a implementação de uma lei específica para amenizar a falta de auxílio que essas mulheres recebem, a fim de diminuir tal empecilho. Sobretudo, cabe a sociedade junto à mídia e às escolas instruírem por meio de palestras e propagandas a diminuição de tal dificuldade. Somente assim, o problema poderá ser amenizado.